A mobilização neural visa minimizar e/ou anular a dor causada por uma disfunção em um nervo periférico.
O Sistema Nervoso Periférico é composto por todos os nervos que estão fora do Sistema Nervoso Central (cérebro e medula espinhal) e é responsável pela transmissão de informações do cérebro aos músculos, através de 31 pares de nervos espinhais que emergem da medula espinhal. Os nervos espinhais conectam-se entre si através de plexos localizados na cervical, no ombro e na pelve e, em seguida, dividem-se novamente para inervar as partes mais distantes do corpo.
Os nervos periféricos possuem capacidade natural de movimentar e suportar as mais diferentes combinações articulares para evitar lesões. Na apresentação clínica da disfunção dos nervos periféricos em membros superiores e inferiores a dor pode ser descrita de diferentes formas: “formigamento”, “choque”, “dormência”, “queimação”, sempre apresentada no trajeto do nervo periférico envolvido.
O tratamento com mobilização neural tem como principal objetivo diminuir a dor e o desconforto local e/ou irradiada, agindo diretamente na causa da dor, seja ela por inflamação ou por compressão do nervo periférico, assim como, restabelecer o fluxo sanguíneo intraneural, possibilitar o bom deslizamento do nervo pelo canal neural, além de melhorar a condução nervosa.
O tratamento é indicado para pessoas com lombociatalgia ( tendo hérnia discal ou não), cervicobraquialgias, LER/DORT (tendinites, epicondilites, etc) que são lesões causadas por esforço repetitivo, síndrome do túnel do carpo, entre outras.
Só é contra-indicada em pacientes com meningites, tremores importantes e deve-se respeitar se há neurorafias (nas primeiras semanas).
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